Estrategista que constrói a própria execução.
Chego antes
do texto.
Branding · Manual de Linguagem · Conceito de Campanha · Sites & E-commerce · Sistemas com IA
ScrollNo mercado não falta gente que escreve bem. O que falta, quase sempre, é alguém que chega antes do texto.
Que olha para o produto, para o cliente, para o que está sendo prometido — e pergunta: isso é realmente o que está sendo comprado?
Tive um projeto assim. Um curso que prometia ensinar samba em duas semanas. Honesto. Mas quando fui falar com as alunas, ninguém falava de velocidade. Falavam de confiança. De se redescobrir. De perder a vergonha. O samba era o veículo. Mudamos o ângulo. As vendas triplicaram na semana seguinte.
Hoje trabalho com branding, manual de linguagem, conceito de campanha e sistemas com IA — não porque quero oferecer mais serviços, mas porque o problema de uma marca raramente cabe em uma só entrega.
O trabalho a seguir mostra o raciocínio antes de mostrar a execução.
"Ninguém compra velocidade. Compram a versão de si que vai aparecer na festa do final do ano."
"Me senti mais confiante." "Me redescobri." "Perdi a vergonha." "Passei a ocupar espaço de outro jeito." O samba era o meio. O que elas descobriram ter comprado foi confiança.
"Quando você entra na Sagrada Família, não está entrando num grupo de consumidores. Está entrando numa árvore genealógica."
O barulho da esfera de metal chacoalhando na lata de spray. O cheiro forte de tinta no ar da madrugada. O vento frio no rosto no alto de um prédio.
O cheiro do tatame de lona. O som do corpo caindo no chão. A textura áspera do kimono. O nó apertado da faixa na cintura.
"Não é a Bet de nenhum jogador. BetAgora, a sua Bet."
A câmera revela o sósia do Gabigol, quebrando a expectativa. "Porque não é jogador fazendo gol no comercial que vai aumentar suas chances de vencer." Tagline: "Não é a Bet de nenhum jogador. BetAgora, a sua Bet."
"O carioca não aposta. Ele ritualiza."
Cena: um grupo jogando purrinha no bar, alguém beijando o papel antes de raspar uma raspadinha na banca. Alguém move o copo de lugar e ele, irritado, volta com o copo para o lugar original. O carioca não aposta. Ele ritualiza.
"Quem compra não compra dança. Compra o corpo que quer ter no carnaval."
As alunas do curso de samba não compravam velocidade — compravam confiança. O mesmo princípio: Mayara não vende técnica de dança. Vende a versão da aluna que vai aparecer no carnaval.
Hypno Samba — aulão online gravado ao vivo com 100+ passistas da Tuiuti. R$97 à vista. Perpétuo, sem data de validade.
É aqui que começa.
Antes de qualquer projeto de marca, o processo que uso foi construído no campo. Dez anos de futebol americano de alto nível ensinaram algo que nenhum briefing substitui: a diferença entre ter um plano e ter um sistema que funciona sob pressão.
O processo era sempre o mesmo. Pesquisa profunda — film study, análise do oponente, mapeamento de forças e vulnerabilidades. Depois, um plano detalhado e compreensivo: a estratégia, a personalidade de cada jogador, os princípios do time. Por fim, a execução otimizada daquele plano — ajustada em tempo real, construída para resistir quando o imprevisto aparece.
Esse processo não ficou no campo. É o mesmo que aplico em cada projeto.
Pesquisa. Estratégia. Personalidade. Execução. O playbook muda. O processo não.
Amostra — LinkedIn
Eu sempre vou à mesma padaria. Mesmo horário, mesmo balcão, mesmo sanduíche.
Mas hoje foi diferente.
O rapaz novo tostou o pão até ficar dourado, deixou o queijo derretendo pela borda e cortou na diagonal. Três detalhes.
Mesmos ingredientes. Outra cena.
O povo olhou diferente. Me viram comer o "de sempre" como se fosse novidade. Deu dois minutos e metade do balcão pediu "igual ao dele".
Não foi o produto, foi a apresentação. A copy é isso: o jeito certo de servir — o ângulo, a ordem, o tom que removem ruído e criam desejo.
Talvez hoje não falte ingrediente no seu negócio, só o jeito de chegar à mesa.
Se o problema da sua marca não cabe em uma só entrega, é exatamente por onde a gente começa.